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Rubens Nogueira "Quando Eu Canto o Meu Samba"

O álbum abre com “Quando Eu Canto o Meu Samba”, que dá nome ao disco. A música traduz o momento atual de sambista Rubens Nogueira, que agora também canta suas músicas. “O Samba é o Som”, uma das primeiras parcerias, traduz o que é o samba para o Brasil, do ponto de vista sentimental e na voz de Verônica Ferriani. Foi gravado pelo Quarteto em Cy no álbum Samba em Cy. Seguindo, vem “Água de Chuva” com Paulo Cesar Pinheiro dividindo de forma emocionante o vocal com Rubens Nogueira.

A quarta faixa, “Parte”, Rubens compôs inspirado nas parcerias de Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro, que fez uma letra traduzindo esse encontro. Destaque para a percussão de Sérgio Reze. Foi gravada também por Fabiana Cozza no CD Quando o Céu Clarear. Já “Fase” é um samba despretensioso, romântico, com baixo violão e percussão, além de intervenções vocais de Verônica Ferriani. E “Choro Curto”, das três partes convencionais do choro ele só tem duas; ganhou uma terceira (introdução instrumental) com bandolim e clarinete conversando com o intérprete.

Seguindo o roteiro, “Pó de Giz” tem especial performance de Camilo Carrara no cavaquinho, Mário Manga no cello e interpretação impagável de Juliana Amaral e “Bem Feito”, um samba romântico com belo solo de Rubinho Antunes no fluguell horn. O samba de gafieira “Não é Bem Adeus” (composição do início da parceria) é uma canção leve, de linda letra sobre o reencontro que ganha mais leveza ainda com o cello de Mário Manga. A emocionante “Questão encerrada” é a única música do CD que não tem percussão nem baixo; é limpa, densa, com interpretação forte de Juliana Amaral e intervenções do cavaquinho de Camilo Carrara, pertinentes e sensíveis.

“Amor e Mágoa” inaugurou parceria entre Rubens e Pinheiro. Especial por ser a primeira e também por ser um samba com harmonia e melodia que balançam e se equilibram, tendo como vértice a interpretação de Verônica Ferriani e o clarinete de Alexandre Ribeiro. Encerrando o CD estão “Terreiro Nagô”, uma versão mais cool do samba com percussão não tradicional, falando do estilo sem a roupa do samba, e “Brasil Brasileiro” para fechar com devido estilo, uma homenagem a Ari Barroso, na qual o letrista encontrou a tradução perfeita. Algumas frases melódicas lembram “Aquarela do Brasil” que se tornou referência em toda a composição.

Conheça o website www.rubensnogueira.com.br

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